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ENTENDENDO E CONTRATANDO A EMPRESA CORRETA
É fato que tem crescido o percentual de oferecimento de serviços voltados à proteção de pessoas. Um dos motivos desse crescimento, sem duvida alguma, é em razão da atual dificuldade de se obter o porte de armas, devido à nova legislação e a certa indefinição de critérios por parte dos órgãos oficiais responsáveis por tal atribuição. É nesse ponto que as empresas de segurança levam vantagem, tanto em relação aos profissionais contratados de forma avulsa, quanto em relação à segurança orgânica, que apesar de não ter autorização para executar esse tipo de atividade, é sabido que, eventualmente, ocupava esse espaço. A segurança pessoal é uma atividade que tem como objetivo proteger o cliente contra riscos intencionais e não intencionais que possam afetar sua vida, sua integridade física, sua imagem e seu conforto, nos embarques, deslocamento, desembarques e permanências.
PROGRAMA DE TREINAMENTO EM SEGURANÇA EMPRESARIAL Um programa de treinamento exige que os envolvidos desempenhem cada qual o seu papel, buscando não somente se informar dos problemas de segurança mas também estabelecer a comunicação necessária para a solução aceitável da crise. A partir do diagnostico deve-se elaborar o treinamento apropriado tendo em vista a filosofia da empresa. Para que funcione adequadamente, a empresa te que estar focada na sua política de segurança, ou seja, na forma como vai encarar as ocorrências e na maneira como vai gerenciá-las. É necessário ter uma avaliação precisa das ameaças, a fim de que possa ser determinado o treinamento que será adotado. Os programas de treinamentos servem para dar o suporte necessário à argumentação técnica, saindo do empirismo e partindo para o profissionalismo. Dão credibilidade e fornecem uma base para que os comitês de crise possam, de forma direta, solicitar os recursos e meios mínimos e necessários para que a empresa não sofra um impacto maior. O ciclo estará completo quando a empresa elaborar os perfis indispensáveis, de acordo com suas necessidades, e criar um programa de treinamento que habilite tais perfis dentro dos parâmetros predefinidos. A imaginação e a criatividade dos gerenciadores de crise também são ferramentas essenciais para alcançar as metas do programas de treinamento de segurança empresarial, materializado por meio de um diagnóstico cuidadoso dos problemas em potencial nos seus próprios ambientes de negócios.
Neste contexto, a segurança é uma somatória de 90 % de ações de prevenção, 5 % de reação e 5 % de sorte. O correto é adotar sempre uma postura preventiva, caso contrário será preciso confiar-nos 5 % de sorte ou na reação, como tentar fugir ou enfrentar os seqüestradores, o que raramente produz resultados favoráveis. Cuidados simples, como não abrir a porta para desconhecido ou não prestar informações sobre a família por telefone, podem evitar que uma quase insignificante imprudência termine em seqüestro. É o que chamamos de medidas primárias de prevenção, que podem aumentar o nível de proteção individual do alvo potencial, inibindo ou dificultando as ações de seqüestro. Orientações que os pais devem transmitir as crianças - Recusar convites, doces, caronas e presente de desconhecidos; - Evitar ir à escola sozinho e, na ausência de adulto, andar em grupos; - Evitar lugares como ruas desertas e casas abandonadas; - Avisar pais e professores caso algum desconhecidos insista em se aproximar ou falar com as crianças; - Manter os pais informados sobre onde vai estar, com quem e fornecer meio de contato (celular); - Evitar a dar informações a estranhos que se aproximam em carros; - Caminha sempre do lado de dentro da causada; - Aprender a fazer ligações a cobrar ou ter sempre celular ou cartão telefônico; - Não dar informações em salas de bate-papo na internet nem marcar encontros. Se marcar que seja em local público e com conhecimento dos pais; - Avisar a policia sobre ameaças via e-mail; - Não acreditar em recados de estranhos; - Se afastar de situações de risco, como brigas e discussões; - Em casa só atenda só pessoas conhecidas; - Verificar credenciais de prestadores de serviços públicos ou entregadores; - Não passar informações sobre; - Atenção ao chegar e sair de casa.
ESQUEMA DE SEGURANÇA
Um esquema de segurança deve ser entendido como um conjunto de medidas – em sua maioria preventivas – que visem proteger o segurado de uma série de ameaças previsíveis pela segurança. Tal planejamento exige do agente de segurança a identificação de potenciais focos de antagonismo que possam atingir a pessoa protegida; avaliar qual a importância ou projeção da pessoa num contexto sócio-político-econômico; quem quer que tenham razão para temê-la ou odiá-la saber quem ou quais grupos podem pretende atentar contra a integridade da pessoa segurada; quais os objetivos dos autores; avaliar as motivações e os recursos disponíveis dos quais os adversários poderão lançar mão para atingir seus objetivos etc. o objetivo desses estudos é estabelecer uma forma de atuação para a equipe de agentes que permita uma oposição eficaz aos eventuais agressores, desencorajar-lhes a ação ou em ultimo caso, enfrenta-los com chances de sucesso. Poder-se-á recomendar uma metodologia para análise de riscos e planejamento: a) Inicialmente procure definir quais as potenciais ameaças que pesam sobre a pessoa protegida; b) Avalie as ameaças que foram explicitadas em termo de probabilidade de se materializarem. Lembre-se de que nem tudo que é possível de acontecer também é provável! c) Avalie a vida pública do cliente e veja as possibilidades de perigo que ela pode acarretar; d) Avalie a vida privada do cliente; e) Avalie o grau de vulnerabilidade e riscos dos “locais bases” do protegido (como a residência, o escritório a fabrica e a casa de veraneio) tendo em mente a máxima que estabelece que “onde você puder ser esperando, lá o perigo pode lhe espreitar”; f) Avalie os procedimentos de segurança existente; g) Liste um conjunto de sugestões para contornar as deficiências constatadas e remetá-las ao segurado. Faças as acompanhar de noticias da mídia que exemplifiquem a inadequação dos procedimentos e recursos existentes Lembre-se de que é muito mas fácil para um segurado que não entenda de segurança visualizar a exemplo de um conhecido roubado, assassinado ou seqüestrado; h) Enuncie escrupulosamente as necessidades de equipamentos, treinamentos e quaisquer recursos, levando em consideração que a proteção não deve se constituir num ônus pesado demais para as finanças do protegido; i) Implementações do novos procedimentos de segurança: planos operacionais para a equipe de segurança, normas de procedimentos para os demais funcionários, medidas de segurança na residência, escritórios etc...coloque tudo no papel Concluindo, uma segurança pessoal profissional e tecnicamente estruturada pode trazer ao executivo, artista ou até mesmo ao político incontáveis benefícios. Uma boa segurança garantirá a manutenção da agenda do executivo e eventualmente até auxiliará o segurado em questão da segurança, inteligência e contra-espionargem empresarial. O ideal é que se contrate uma empresa de segurança especializada em segurança pessoal, que tem em seu efetivo profissionais sérios, efetivamente qualificados para proporcionar uma proteção nos moldes a que nos referimos nestes artigos. A verdadeira segurança nunca é barata e nessa atividade a improvisação pode ser excepcionalmente danosa para aquele que, ingenuamente ou por “economia”, em saber o que espera de um autentico serviço profissional, confia na sua própria guarda e a de seus entes queridos a alguém ou a uma empresa sem qualificação.
CARACTERÍSTICAS DOS SEQÜESTRÁVEIS
Na definição da pessoa a ser protegida alguns pontos devem ser observados. Alem do poder aquisitivo, o grau de visibilidade e a probabilidade de ser seqüestrado. “Existem pessoas com alta viabilidade, mas poucos riscos de ser seqüestradas e outras com baixa visibilidade, porem altamente ‘seqüestráveis’”, afirmam os especialistas. Antes de elaborar um projeto de segurança deve-se conhecer o histórico do cliente por meio de um estudo prévio de sua vida e mesmo dos fatores socioeconômico e político do país de origem. Alem do seqüestro, crimes típicos dos grandes centros, elemento como religião, sistema governamental, conflitos internos e externos podem ser fatores de criminalidade e influenciam fortemente o projeto a ser elaborado. Também as relações da família devem ser avaliadas e fatos como ameaças sofridas, ou mesmo oposição de grupos antagônicos devem ser conhecida do profissional de segurança. Algumas empresas adotam o termo “termo de confidencialidade”, onde documento é assinado pelo profissional de segurança para evitar que informações particulares da família sejam divulgadas. Deve haver paralelamente um completo levantamento dos empregados nos mas diversos níveis. Estes, pela convivência diária com seus patrões tornam-se fontes privilegiadas de informação. Por isso uma seleção prévia, com o levantamento e vida pregressa, histórico familiar e antecedente é condição indispensável para contratações. Instruções básicas de seguranças devem ser passadas para os funcionários. O protegido deve também, por sua vez, seguir as orientações dadas pelo profissional acerca da rotina diárias, do veiculo a ser utilizado e acerca da equipe que vai acompanhá-lo.
O AGENTE DE SEGURANÇA
Não se pode sobrepuja a idéia de que é do agente a responsabilidade primordial pela proteção do segurado, mas é fato que tal objetivo deverá ser buscado inteligentemente, evitando ou contornando toda sorte de perigo (ainda que apenas ponteciais) que ameacem quem se coloca sob nossa guarda. O agente de segurança não é o “capanga”ou o “pistoleiro” não lhe cabe sair por ai intimidado pessoas, sendo truculento, exibindo armas, dando tiros... o emprego da força pelo segurança deve ser visto como um recurso extremo, do qual o verdadeiro profissional apenas lançará mão quando (ou se) todos os recursos de diplomacia e prevenção vierem a falhar. O chamado guarda-costas é o “evitado de problemas” que trabalha em pro do completo bem estar e integridade da pessoa segurada. De nada adiantará uma equipe de segurança composta de lutadores e atiradores excepcionais si o executivo, na eminência de graves complicações cardíacas, não tiver quem seja capaz de ministrar-lhe um “Isordil” e conduzi-lo, o mais rapidamente possível, para um bom hospital próximo. O melhor “segurança” é prudente, estudou e conhece suas limitações e (por isso) tem medo! O fato do agente de segurança ser “Oriundos das forças Armadas” ou ter sido policial também não o credencia automaticamente para o exercício da atividade de proteção de executivos. Quando no âmbito da iniciativa privada, o agente não pode se permitir agir com a mesma incontentável autoridade da qual se avalia ao proteger ao ministro do estado, juiz ou general e vai ter de acostumar-se a trabalhar sem o aparato ou a “cobertura” legal que a segurança pública de dignitários lhe facultava. Segui-se uma pequena relação de atributos os quais se espera encontrar no profissional de segurança pessoal: 1º O homem precisa ter um excepcional caráter. As pessoas que empregam um segurança estão - quase literalmente – colocando suas vidas nas mãos do agente ou guarda costa, logo não se concebe empregar alguém que não se pode confiar plenamente, principalmente se considerarmos que aqueles que protegem podem vir a ser aliciados pelo inimigo do segurado. 2º O homem de segurança não pode ter vícios como drogas, narcóticos ou álcool. Qualquer vicio irá desqualificá-lo, pois a mente do homem de segurança deve estar sempre acurada, alerta e pronto para qualquer coisa. Um “drink” ou latinha de cerveja ocasional não será problema, mas não poderá confiar nos reflexo de um “bom de copo” e todo o serviço lhe será comprometido. Se pode esperar que um segurança dirija ou atire, após ter ingerido álcool com a mesma perícia que ele demonstra “de cara limpa”. O uso de drogas ou narcóticos dispensa comentários, mas vale lembras que os viciados normalmente “desenvolvem” ligações com a criminalidade e que tais ligações associados os agentes, comprometem diretamente o “esquema de segurança” e a integridade da pessoa protegida. 3º O profissional de proteção não pode apresentar registro de atividade criminosa ou condenação por praticas de delitos. A natureza do trabalho a ser desenvolvida necessita que a ficha do profissional seja limpa e ele seja da completa confiança daqueles a quem está vendendo seus serviços. 4º Quem quer que se dedique as tarefas de segurança pessoal deve ser disciplinado, paciente, observador, minucioso e de boa memória. O agente não poderá ser negligente, pois um único erro poderá lhe se fatal. A impaciência leva os descuidos tolos ou a erros estúpidos, nenhum dos quais poderá ser tolerado na profissão – extremamente critica – de agente de segurança social. O encarregado de proteger é aquele que a quem cabe perceber detalhes e características sutil de pessoas e cenários, pois quaisquer indícios de que as coisas não estão como deveriam acabar por disparar um “alarme subconsciente”, mesmo quando não se está de serviço.Devemos lembrar que as ações do criminoso profissionais costumam ser precedidas de uma vigilância sobre o alvo e a segurança que o cerca; uma apurada “contra-virgilancia” capacidade do agente de segurança de perceber “se” e “quando” estiver sendo observado – se constituirá num fator importante para evitar ser vitimado por um atentado. 5º Qualquer pessoa que se empregue como segurança pessoal deve ser capaz de permanecer num pico de eficiência ao longo de um dia inteiro de atividade. Escala de trabalho de “12 horas x nenhum descanso” ou “24 horas x um suspiro” frequentemente comprometem a resistência física do agente que deve, de antemão, acostumar-se com uma rotina de trabalho “apertada” e nem sempre gratificante. A natural propensão do serviço de segurança pessoal requer alguém que seja capaz de viver no horário de outra pessoa e nunca no seu próprio. 6º O segurança pessoal ideal, além de ser conhecedor de técnicas de combates desarmado, estar familiarizado com armamentos de portes e peritos em técnicas de tiros em condição de extremo “stress”, estar atualizado quanto aos equipamentos de sensoriamento e alarme ou circuito interno de TV, também deve ter uma boa formação. Formação e apresentação se fazer necessárias porque o segurança profissional circula com freqüência em ambientes de bom nível, comparece a festas e outros eventos com pessoas do mundo dos negócios, das políticas e das colunas sociais e não “pega bem” para tais grupos se virem associados a companhia de segurança Que lhe prejudiquem a imagem. Diversos artistas, executivos e pessoas de proteção têm agentes de segurança que acumulam também as funções de secretários particulares (ou que utiliza tal atividade como “cobertura” para a atividade principal que é a de proteção pessoal) e tal situação não comporta profissional sem um mínimo de apresentação e cultura.
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