Logo CORPVS

Blog

Inicio»Blog»Avanços da tecnologia na segurança nacional: para onde ela vai nos próximos anos?

Avanços da tecnologia na segurança nacional: para onde ela vai nos próximos anos?

26 de junho de 2025Beatriz DestefaniEntrevistas

*Por Gaudêncio Lucena

Quando a tecnologia ainda estava em seus estágios iniciais, a segurança privada era muito diferente do que nós conhecemos no mundo atual. Os guardas de segurança eram os principais responsáveis por qualquer proteção, eram a única linha de defesa contra as ameaças – muito diferente de hoje. Vivíamos em um período em que se confiava muito mais na presença física do que na tecnologia avançada. Mas, de lá para cá, muita coisa aconteceu.

Os anos trouxeram a digitalização e, com ela, uma mudança também em todos os setores, inclusive o de segurança. A tecnologia tem transformado estratégias de defesa e prevenção de crimes – o que também impacta diretamente no crescimento e na modernização do setor.

Dados da Polícia Federal mostram que, em 2024, havia 4.978 empresas de segurança privada autorizadas a operar no país – número que representa um crescimento de 3,6% em relação a 2023. E com o avanço da IA, da vigilância digital e da automação, novas possibilidades têm surgido para o mercado da segurança privada. Mas para onde essa evolução nos levará nos próximos anos?

Inteligência artificial e análise de dados: os sistemas mais avançados conseguem processar um grande volume de dados e identificar padrões suspeitos, o que tem auxiliado as autoridades na tomada de decisões estratégicas. Nos próximos anos, vejo que a IA deve se tornar ainda mais integrada a câmeras de vigilância, sistemas de reconhecimento facial e drones, justamente para ampliar a eficácia das forças de segurança.

Biometria e controle de acesso: o uso de biometria tem se tornado comum em todos os lugares, mas principalmente quando falamos do controle de fronteiras, acesso a áreas restritas e identificação de suspeitos. Nos próximos anos, tecnologias como reconhecimento facial, leitura de íris e impressão digital devem ser ainda mais aprimoradas, tornando os processos de verificação mais rápidos e seguros.

Drones e robôs: o uso de drones para monitoramento de áreas de risco já é uma realidade. Em breve, esses dispositivos serão equipados com sensores mais sofisticados e inteligência artificial para operar autonomamente em missões de reconhecimento e vigilância. Os robôs também devem ganhar ainda mais espaço na segurança nacional, auxiliando em patrulhamentos, por exemplo.

Cibersegurança e proteção de infraestruturas críticas: com o crescimento das ameaças cibernéticas, a segurança digital está se tornando uma prioridade para governos e instituições. O desenvolvimento de sistemas mais avançados de defesa cibernética, baseados em IA e blockchain, devem ajudar a prevenir ataques hackers e proteger dados sensíveis.

Sabemos que a tecnologia continuará desempenhando um papel essencial na segurança nacional, tornando as operações mais inteligentes e eficientes. No entanto, também precisamos debater sobre os desafios que as envolvem, como a privacidade dos cidadãos e a regulamentação dessas inovações.

Por fim, com os avanços contínuos dos últimos anos, a segurança nacional do futuro será marcada pela automação, pelo uso intensivo de dados e pela colaboração global. A tecnologia está moldando um novo cenário de proteção, e acredito que o seu impacto será cada vez mais decisivo para a construção de sociedades mais seguras e resilientes.

*Gaudêncio Lucena é presidente da CORPVS, uma das maiores empresas de segurança privada do Brasil

Outros artigos

Dia da Mulher: esperar mais 160 anos por igualdade na liderança não é uma opção

O artigo publicado no portal ABC da Comunicação aborda a lenta evolução da presença feminina em cargos de liderança e alerta para a urgência de mudanças no cenário corporativo. Segundo dados de pesquisas recentes, no ritmo atual, a igualdade de gênero nesses cargos só será alcançada em mais de 160 anos, evidenciando um avanço ainda insuficiente.

O texto destaca que a participação das mulheres em posições de alta liderança no Brasil segue abaixo da média global e, em alguns casos, apresenta retrocessos, como na queda da presença feminina em vice-presidências. Além disso, aponta que a baixa representatividade também se reflete nos conselhos de administração, onde muitas empresas ainda não possuem mulheres em suas estruturas decisórias.

A publicação, divulgada na imprensa, contou com entrevista de Ingrid Lucena, coordenadora de marketing da Corpvs Segurança, que reforça a importância da diversidade de gênero como fator estratégico para inovação, melhores decisões e resultados corporativos. Segundo ela, ampliar a presença feminina, especialmente em setores tradicionalmente masculinos, é essencial para transformar culturas organizacionais e impulsionar o desenvolvimento das empresas.

Por fim, o artigo enfatiza que a busca pela igualdade vai além de uma questão de representatividade: trata-se de competitividade, sustentabilidade e inteligência de negócio, exigindo ações concretas e urgentes por parte das organizações.

Abaixo, veja a lista de veículos onde a entrevista foi divulgada. Clique no nome do veículo para ler o material na íntegra:

 

Roubo de cargas avança em MG

O avanço do roubo de cargas no Brasil, especialmente em Minas Gerais, tem acendido um alerta para o setor de transporte e segurança. Reportagem divulgada na imprensa pelo portal O Tempo mostra que esse tipo de crime deixou de ser pontual e passou a apresentar alto nível de organização, com quadrilhas estruturadas, divisão de funções e uso de informações estratégicas para agir.

O problema se agrava com casos que envolvem até agentes públicos, evidenciando a complexidade das operações criminosas e os desafios no combate a essas ações. Dados recentes indicam crescimento expressivo das ocorrências no estado, além de impactos bilionários para empresas e seguradoras.

A matéria contou com entrevista de Paulo Buriti, gerente corporativo da Corpvs Segurança, que destacou a profissionalização das quadrilhas e o uso de inteligência para mapear rotas, cargas e vulnerabilidades. Segundo ele, a prevenção passa pelo uso integrado de tecnologia, monitoramento e planejamento estratégico, aliados à cooperação entre empresas e autoridades para antecipar riscos e reduzir prejuízos.

Clique no link abaixo e leia o material na íntegra:

O custo que empresas pagam por não usar tecnologia

O artigo “Acidentes nas frotas: o custo que empresas pagam por não usar tecnologia”, divulgado na imprensa e escrito por Gaudêncio Lucena, presidente da CORPVS, chama a atenção para os impactos humanos e financeiros causados pelos acidentes de trânsito no Brasil.

O texto destaca que milhares de vidas são perdidas todos os anos e que os prejuízos econômicos chegam a bilhões de reais, afetando diretamente a saúde pública, a produtividade e o patrimônio das empresas. Segundo o autor, grande parte desses acidentes poderia ser evitada.

A análise reforça que a falta de investimento em tecnologia ainda é um dos principais problemas. Ferramentas como videotelemetria e monitoramento em tempo real já permitem identificar comportamentos de risco dos motoristas, como uso do celular, fadiga e imprudências ao volante.

Por fim, o artigo defende uma mudança de postura das empresas, com adoção de uma gestão baseada em dados e sustentada por três pilares essenciais: educação, legislação e tecnologia, como caminho para reduzir acidentes e aumentar a segurança nas frotas.

Clique no link abaixo para ler o material na íntegra:

Fale Conosco